Também chamada de atenção básica no Brasil, pode-se dizer que APS é:
“O cuidado essencial de saúde universalmente acessível para os indivíduos e as famílias nas comunidades, através de meios aceitáveis para eles, por intermédio de sua participação plena a um custo que a comunidade e o país possam arcar. É uma parte integral, tanto do sistema de saúde de um país, do qual ela é o núcleo, quanto do desenvolvimento social e enconômico geral da comunidade”.
Os componentes essenciais de uma atenção primária efetiva são os seguintes:
Equipe de trabalho multidiscicplinar bem treinada;
Instalações propriamente equipadas e com manutenção adequada;
Capacidade de oferecer à comunidade abrangentes serviços preventivos e curativos;
Sistemas institucionalizados de controle de qualidade;
Gerenciamento e sistemas de governança adequados;
Fontes de financiamento sustentáveis visando uma cobertura universal;
Gerenciamento de tecnologia e informações funcionais;
Participação comunitária no planejamento e avaliação dos serviços oferecidos;
Colaboração entre diferentes setores – por exemplo, educação, agricultura;
Cuidados contínuos;
Justa distribuição de recursos.
Estima-se que 80% dos casos de saúde podem ser tratados diretamente no posto de saúde, caso ele esteja funcionando com a devida estrutura, o que inclui profissionais, medicamento, materiais, estrutura física e todos os demais recursos necessários.
A inadequação dos postos de saúde, inviabilizando os cuidados em atenção primária, faz com que diversos casos sejam encaminhados aos hospitais, que deveriam estar priorizando situações de alta complexidade.
[i] Fonte: Stephen Gillam. Is the declaration of Alma Ata still relevant to primary health care? BMJ 2008;336:536-538 (8 March), doi:10.1136/bmj.39469.432118.AD.